É comum perder um dente do fundo da boca e não sentir muita diferença no dia a dia. Mas o espaço vazio não fica parado: com o tempo, a boca se reorganiza em volta dele.
O osso diminui
O osso que sustentava o dente precisa do estímulo da mastigação. Sem ele, a região tende a perder altura e espessura, principalmente nos primeiros anos. Quanto mais tempo passa, maior a chance de ser preciso reconstruir o osso para colocar um implante.
Os dentes se movem
- os dentes vizinhos podem inclinar em direção ao espaço vazio;
- o dente de cima ou de baixo, sem o "parceiro" de mordida, pode descer ou subir;
- essas mudanças criam espaços que acumulam alimento e dificultam a higiene.
A mordida e a mastigação mudam
A mastigação passa a se concentrar em outras regiões, o que pode sobrecarregar os dentes que restam. Em alguns casos, as mudanças na mordida contribuem para desconfortos na articulação da mandíbula.
No maxilar, o seio maxilar avança
Na parte de trás da arcada superior, depois da perda dos dentes, o seio maxilar tende a ocupar parte do espaço do osso. É um dos motivos pelos quais o levantamento de seio é necessário em alguns casos.
O que fazer
Não é preciso decidir tudo de imediato, mas vale avaliar cedo. Quando o dente ainda vai ser extraído, é possível planejar a extração para preservar o osso, ou, em alguns casos, colocar o implante no mesmo dia. Quando o dente já foi perdido, a avaliação mostra quanto osso existe e quais são as alternativas: implante, ponte ou prótese removível.
Este texto é informativo e não substitui a consulta. A indicação de qualquer tratamento depende da avaliação individual.